O que deveria ser uma noite de celebração virou um trauma físico, emocional e humano. E a pergunta que fica é: até quando?
A madrugada do dia 1º de janeiro de 2025 ficará marcada para sempre na memória de um casal que buscava apenas brindar o amor e a chegada de um novo ano. Eles escolheram celebrar o Réveillon no HOU Beach Club, localizado na Praia Vermelha do Norte, em Ubatuba/SP, atraídos pela promessa de um evento “premium”, com estrutura impecável, open bar, jantar completo, sobremesas, hambúrgueres e uma experiência inesquecível.
Pagaram R$ 800 cada – um total de R$ 1.600 investidos na esperança de uma virada especial. Mas o que receberam foi exatamente o oposto.

O começo da decepção
Logo na chegada, o casal se deparou com banheiros químicos completamente sujos, sem papel higiênico, sem lixeiras e sem iluminação adequada. O “bar diverso” existia, mas com bebidas quentes. Não havia sinal do jantar completo prometido, nem das sobremesas ou hambúrgueres anunciados nos convites oficiais. Apenas algumas frutas e finger foods frios, que não representavam nem 20% do que fora vendido ao público.
A frustração era geral. Muitos convidados demonstravam desconforto, indignados com a estrutura precária e o total descaso da organização. Mas o que para muitos foi um evento ruim, para esse casal se transformou em violência brutal e humilhação.
Da decepção à barbárie
Por volta das 3h10 da madrugada, enquanto buscavam um carregador no carro, os dois foram abordados por Arthur Medeiros – pai do dono do clube, André Fleming – e por um homem que se apresentava como o “chefe de segurança” do local, identificado como Fernando Dattilio, que inclusive estava visivelmente alcoolizado.
Ambos perguntaram aos rapazes o que haviam achado da festa. Ao receberem uma resposta sincera e educada sobre a insatisfação com a estrutura, o inesperado aconteceu.
Com extrema agressividade, os dois homens mandaram o casal “calar a boca” e disseram, em alto e bom som, diante de testemunhas:
“Ou vocês calam a boca, viadinhos, ou vão embora da minha festa.”
Diante da indignação e da recusa de aceitar o abuso, os dois homens iniciaram uma sequência de agressões violentas, com socos, chutes e tapas contra o casal. Um dos rapazes foi atingido diversas vezes no rosto e na perna. O outro sofreu um soco no olho que resultou em um corte interno e risco de perda de visão, conforme atestado pela equipe médica da Santa Casa de Ubatuba.
Tentando gravar a cena como forma de defesa, um dos rapazes teve o celular tomado à força e destruído por Arthur, que ainda gritou:
“Apaga esse vídeo, seu gay de merda.”
As agressões foram registradas em boletim de ocorrência, fotos, exames de corpo de delito e contam com provas robustas que agora fazem parte de um processo criminal em andamento.





A justiça está sendo feita! Obrigado pelo apoio.
Isso é um absurdo tem que colocar uma lei mais forte com mais agravante para pessoas que ainda vivem do preconceito agredindo pessoas inocentes simplesmente por amarem cadeia neles