Quando a Medicina Encontra a Humanidade: A Trajetória de Fellipe na Infectologia Inspirada Pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Algumas escolhas profissionais nascem de um plano. Outras nascem de um encontro — daqueles que mudam a forma como a gente enxerga o mundo. Foi exatamente assim com Fellipe.

Aos 40 anos, ele carrega na trajetória uma decisão que começou ainda no quinto ano da faculdade, durante um estágio no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ali, em meio a histórias reais, pacientes vulneráveis e desafios que iam muito além da medicina técnica, ele percebeu algo que marcaria seu caminho para sempre: a infectologia não era apenas sobre doenças — era sobre pessoas.

O que ele viu naquele momento foi uma especialidade que exigia ciência, mas também escuta, empatia e presença. E foi justamente esse olhar mais humano que despertou nele um encanto que acabaria definindo sua carreira.

Nesta entrevista, Fellipe conta como aquele estágio transformou sua visão da medicina e por que cuidar de quem muitas vezes é invisibilizado se tornou o centro da sua missão.

01-Nos últimos anos, qual tem sido o panorama das ISTs dentro da população LGBTQIA+ no Brasil? Há mudanças que chamam atenção?

02-Depois de muitos avanços no debate sobre HIV, quais outras ISTs hoje deveriam entrar com mais força na conversa dentro da comunidade?

03-Existe a sensação de que algumas pessoas relaxaram nos cuidados com prevenção. Isso é algo que você percebe no consultório?

04-Sífilis, gonorreia e HPV têm aparecido com mais frequência. O que explica esse aumento e quais sinais de alerta as pessoas deveriam observar?

05-Muitas ISTs podem ser assintomáticas. Como isso impacta especialmente pessoas que têm vida sexual ativa e múltiplos parceiros?

06-Dentro da comunidade LGBTQIA+, ainda existe estigma quando o assunto é IST. Como esse estigma afeta o diagnóstico e o tratamento?

07-Quais exames de rotina você considera fundamentais para homens gays, bissexuais, pessoas trans e outras identidades da comunidade?

08-Em que situações a pessoa deveria procurar um infectologista mesmo sem sintomas claros?

09-Hoje se fala muito sobre prevenção combinada. Como ela funciona na prática para além do HIV?

10-Existe diferença nos riscos ou nos cuidados de prevenção dependendo das práticas sexuais? O que é importante esclarecer sem tabu?

11-O acesso à informação sobre saúde sexual ainda é desigual. Onde você acredita que estamos falhando enquanto sociedade e sistema de saúde?

12-Em períodos como Carnaval, festivais e grandes eventos, historicamente há aumento de exposição a ISTs. Quais cuidados práticos você recomenda para esse público?

13-Vacinas como HPV e hepatites ainda têm baixa cobertura em alguns grupos. Por que elas são tão importantes para a comunidade LGBTQIA+?

14-Como parceiros podem construir uma relação mais saudável e transparente quando o assunto é testagem e prevenção?

15-Para quem está lendo esta entrevista e quer cuidar melhor da saúde sexual, qual seria o primeiro passo mais importante a partir de agora?

Nota do editor: Confesso que algumas entrevistas ficam na gente de um jeito diferente. Conversar sobre saúde sexual, prevenção e cuidado já é, por si só, um tema importante — mas ouvir Fellipe falar sobre isso trouxe algo além da informação: trouxe humanidade.
Quando ele contou que a escolha pela infectologia começou lá atrás, ainda na faculdade, durante o estágio no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficou claro para mim que não se tratava apenas de uma carreira. Era um encontro com um propósito. E isso aparece em cada resposta dele: na forma calma, responsável e ao mesmo tempo acolhedora de falar sobre temas que ainda carregam tanto estigma.

Durante a entrevista, eu senti que estava diante de um profissional extremamente preparado, mas, acima de tudo, de alguém que realmente se importa com as pessoas — especialmente com aquelas que muitas vezes são invisibilizadas ou julgadas. E isso, para mim, é das coisas mais bonitas dentro da medicina.

Saí dessa conversa com uma sensação muito clara de gratidão. Gratidão por existirem médicos como o Fellipe, que unem ciência, sensibilidade e compromisso com a nossa comunidade. Profissionais assim não apenas tratam doenças — eles ajudam a transformar a forma como a gente entende cuidado, saúde e dignidade.

E, sinceramente, foi um privilégio ouvir essa história.

1 comentário em “Quando a Medicina Encontra a Humanidade: A Trajetória de Fellipe na Infectologia Inspirada Pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas”

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