Date 10 – Cabelo de anjo, o mistério do algoritmo e a alma de mestre do Himalaia

Nosso primeiro encontro foi em uma lanchonete duvidosa: batata frita murcha, ketchup rosa e um metrô de São Paulo mais lotado que o feed no Dia dos Namorados. Nada prometia, mas aí veio o sorriso dele. Um sorrisão tão grande que eu fiquei na dúvida: será que era pra mim… ou ele é sempre assim?


D foi uma mistura de déjà vu com presença marcante. Daquelas pessoas que você sente que já conhece, mas ao mesmo tempo parece um enigma do algoritmo. Conversa sincera, palavra gentil, sempre pronto pra ouvir — tipo terapeuta não pago, mas com muito mais charme.
No meio das nossas trocas, percebi nele uma simplicidade rara, uma generosidade que hoje anda em extinção. Aos poucos, D foi me envolvendo. E, olha, que alma linda ele tem. No sorriso, na doçura do olhar, na alegria quase infantil de viver.
Com ele, eu reaprendi a ver poesia nos cafés da manhã, a sentir carinho em bilhetes escritos às pressas, a encontrar paz nos abraços longos. E, principalmente, a viver o hoje, sem pressão de para sempre. Estar presente no presente — e isso já basta.
Três meses depois, temos rituais que viraram tradição: domingos são oficialmente nossos (finalmente deixaram de ser o dia mais triste da semana). Entre risadas, debates sobre refrigerante, frutas e o drama do trabalho, vamos costurando planos: viagens curtas, manhãs longas e o simples desejo de estar juntos.
É leve, é verdadeiro, é bonito. Não sei se é o “para sempre”, mas sei que é um feliz agora.

🧾 Ficha técnica de D (a versão zen & sexy):
✔️ Cabelo de anjo que faria inveja em comercial de shampoo
✔️ Corpo de menino, alma de mestre do Himalaia
✔️ Sorriso que transforma lanchonete de quinta em restaurante cinco estrelas
✔️ Papo que vai de refrigerante a filosofia, sem perder o humor
✔️ Presença que devolveu aos meus domingos o título de “melhor dia da semana”
Se amar é um campo de batalha, D foi o meu cessar-fogo mais bonito.

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