Esse date não começou com um match, começou com um feitiço.

Caí num grupo de namoro por acaso (ou destino?), e entre um comentário sem graça e outro, apareceu ele — o C. Baixinho na foto, estiloso, e com uma frase ousada num papo coletivo:
“Minha conchinha vale ouro.”
Parei. Li de novo.
Ou ele era um narcisista megalomaníaco ou alguém que sabia exatamente o que fazia. Fui lá no privado, como quem não quer nada, e mandei:
— Isso aí é verdade mesmo?
Ele me respondeu com uma sequência que me desmontou mais que Lua em Peixes:
É verdade.
Sou um amorzinho.
Sou taurino.
E tenho o melhor abraço do mundo também.
Amor. Taurus. Abraço.
Três gatilhos e uma promessa. Era o bastante pra eu me afundar até o pescoço.
Nos dias seguintes, a coisa virou um ritual. Mensagens o dia todo, ligações de madrugada, emojis e provocações. A gente flutuava do signo solar ao que a gente jantou. Do misticismo ao mais mundano.
Era como se ele morasse dentro do meu celular — e eu gostasse.
Perguntei a altura dele:
— 1,87.
E eu, que esperava um boy entre 1,65 e 1,75, só pensei:
“Gente… essa margem de erro é do Datafolha ou da minha libido?”
Veio o convite pro cinema (de novo… o que está acontecendo com os gays e a criatividade?).
Mas quando nos vimos ao vivo, não tinha mais volta.
O que ele tem de alto, tem de perigoso.
C tem aquele tipo de beleza que te faz esquecer o CPF. Um sorriso que desarma, e um olhar… um olhar que, se te pega desprevenido, você se perde ali. Ele chegou perto, e meu corpo sentiu antes de mim: fudeu.
Fomos ver Missão Impossível, mas quem teve missão difícil fui eu — resistir à vontade de beijar aquele homem do começo ao fim do filme.
No escurinho da sala, os braços se cruzaram, as pernas se encostaram, e ele me puxou devagar como quem sabe exatamente o que está fazendo.
Beijos. Muitos. Profundos.
Abraços entre pipocas caindo por nossas cabeças.
E aquele toque no meu rosto que não era só carícia — era mapa astral.
No meio daquilo tudo, me bateu uma epifania entre um beijo e outro:
“Isso é sério? Ou eu sou só um romântico crônico preso em corpo de cínico?”
O filme terminou com Tom Cruise salvando o mundo mais uma vez.
Mas ali, sentada do lado do C, eu pensei:
“E o meu mundo? Quem vai salvar?”
Talvez ele.
Se depender do que foi esse primeiro encontro, eu já digo sim na segunda taça.
Claro, tem chão ainda — e a vida não é só Vênus em Touro. Mas se vier mais quatro filmes, mais uns beijos no escuro, e talvez um vinho (sem arianos, por favor), eu topo o risco de me apaixonar de novo.
🧾 Ficha técnica do C:
- Astrólogo, místico e com cheiro de incenso bom ✔️
- Altura que dá até vertigem ✔️
- Beijo com pegada de quem conhece o próprio poder ✔️
- Abraço que poderia encerrar uma guerra ✔️
- Chance de novo date?
Se depender de mim… eu já tô pronto pro segundo round. E dessa vez, sem pipoca — só ele e eu. E talvez, o sofá da sala.
P.S. Provavelmente C viu nas cartas de TarÔ que eu seria o maior erro da sua vida, ele simplesmente DESAPARECEU rs , mas valeu a experiência de conhecer alguém que tem acesso ao futuro.

