JV é ariano. Ou seja: ele chegou com o pacote completo de intensidade, impulso e aquele charme que te hipnotiza e depois te deixa pensando: “onde foi que eu me meti?”

Psicólogo, 32 anos, morador da Vila Matilde. A gente já se falava há uns dias, papo bom, com aquele tom de “quero algo sério”, o que pra mim é praticamente um contrato pré-nupcial. Mas aí chegou a sexta-feira — e com ela, o convite que mudou tudo:
— “Vem tomar um vinho aqui em casa?”
Traduzindo: ou esse homem quer me conquistar… ou me desestabilizar emocionalmente e depois me servir uma tábua de queijos. Fui. Obviamente.
Cheguei às 21h. Luz baixa, sofá confortável, vinho na taça e Lady Gaga cantando ao fundo (obrigado, universo LGBT por nunca falhar na trilha sonora). Beijos vão, beijos vêm… e de repente, estamos no quarto. Mas calma, nada escandaloso. Foi tipo: “Vamos só fazer uma conchinha”, seguido de olhares que diziam exatamente o contrário.
E aí, meu bem… os corpos se alinharam como constelações. A pele dele encostando na minha foi uma experiência quase sensorial. Quase mística. Foi o momento mais erótico dos meus últimos meses — e eu nem precisei tirar a roupa toda.
Mas nem tudo são lençóis egípcios e suspiros. Entre um carinho e outro, deu pra sentir a tensão das nossas diferenças. JV tem um jeito decidido, masculino, direto — que me atrai e me assusta na mesma proporção. Ele é uma daquelas pessoas difíceis de ler, tipo rótulo de shampoo com letra minúscula: você sabe que tem coisa boa ali, mas cansa tentar entender tudo.
Num momento específico, eu quis falar. Falar do filme que Lady Gaga me lembrava, falar de amor, de vida. E ele solta, do nada, um:
— “Cala a boca… só curte o momento.”
E eu ri. E ainda tô rindo agora.
Foi sexy. Foi desconcertante. Foi tudo.
JV é aquele date que não vira amor, mas vira memória boa. Um homem que parece mais jovem do que é, mas com atitude que te deixa zonzo. Ele não vai ser meu namorado. Mas foi, com certeza, meu tapa de realidade com carinho no rosto.
Nota do date: 7/10
Nota da intensidade: 10/10
Expectativas de futuro? Não.
Expectativas de flashbacks na madrugada? Com certeza.
🛋️ Ficha técnica do JV (versão vinho & pele macia):
Masculino, mas emocionalmente cifrado ✔️
Corpo gostoso e abraço que vira armadilha ✔️
Passivo na cama, ativo no caos mental ✔️
Aquele toque que diz “vem mais perto, mas não pergunta demais” ✔️
E a audácia de me torcer de mim mesmo ✔️
Se ele me chamar de novo, talvez eu vá. Mas dessa vez, levo um fone de ouvido — porque se for pra ouvir um “cala a boca”, que venha com trilha sonora.

