O B é libriano, e olha… libriano sendo libriano: bonito, cheiroso, educado, e com aquele charme que parece que foi programado no útero. Ele foi o primeiro com quem conversei, mas só o terceiro que encontrei. E já comecei o date com cara de emoji apaixonado.

B tem 30 anos, mas me deu um leve bug mental. Ele é tipo uma cápsula do tempo: corpo de menino, alma de senhor zen do Himalaia.
Pequeno no tamanho, mas grande no impacto — tipo um brigadeiro gourmet: vem em miniatura, mas te deixa pensando nele por dias.
Nosso rolê foi no cinema.
Clichê? Talvez. Delicioso? Com certeza.
A gente se encontrou e eu, com a minha tradicional irresponsabilidade financeira, quase não consegui pagar os ingressos. Olhei os preços e pensei:
“Gente, não é um show da Madonna… é só um filme com pipoca!”
Mas sobrevivi (e paguei).
B me deixou escolher o filme — que pra mim é o equivalente moderno de: “escolhe a música do rádio, amor”. Fui ousado: terror.
E ele:
— “À noite, não.”
Fiquei na dúvida se era medo real ou estratégia sutil pra evitar pular no meu colo. (Spoiler: funcionou igual.)
Enquanto esperávamos o filme, fomos conversar na praça de alimentação.
E aqui preciso dizer: eu fui fisgado.
Esse menino-homem começou a falar da vida, das dores, das alegrias, e eu só pensava:
“Como pode ter tanta verdade numa embalagem tão fofa?”
Durante o filme, a coisa ficou mais cinematográfica do que o roteiro.
A gente ficou juntinho, braços entrelaçados, beijo vai, beijo vem…
E teve um momento — gente, SEGURA ESSA — em que ele pegou minha mão e colocou devagarzinho no peito dele, por baixo da camiseta, com um sorriso daqueles que te deixa sem saber se você quer casar ou arrancar a roupa ali mesmo.
Foi simples. Mas foi um tesão.
O toque, o arrepio, o silêncio.
A tensão romântica no ar, o calorzinho que subia e a dúvida se aquilo era amor… ou falta de vitamina D.
Não rolou mais que isso. Mas eu saí dali como quem tomou um vinho bom demais pra esquecer.
Date 10/10. Me senti um adolescente com hormônios bagunçados e o coração cantando Sandy & Junior.
🧾 Ficha técnica de B (a versão 18+ sem perder a ternura):
Sorriso fácil, do tipo que te faz rir até das tragédias ✔️
Corpo pequeno, mas presença de quem ocupa um palco ✔️
Papo leve, mas com profundidade que te faz pensar na vida ✔️
Olhar doce com pegada de “te quero agora” ✔️
E aquele toque sutil que diz: “Te respeito, mas quero muito te amassar na parede” ✔️
Se ele me convidar pra ver desenho animado no próximo encontro, eu vou. E levo travesseiro.

