Date 01 – “Como cancelar a balada com a irmã em nome de um charminho no Tinder”

Era uma tarde meio preguiçosa de quinta-feira, eu ali no modo “caça e conquista” no Tinder, quando resolvi aplicar um pouco de lógica na busca. Porque, sejamos sinceros, nosso cérebro já tem um “padrão mental de crush”. Aquele combo que você repete sem nem perceber: loiro, moreno, romântico, nerd, de barba, sem barba, com pinta de que sabe cozinhar mas só faz miojo… Enfim. Hora de buscar com mais clareza aquilo que eu realmente estava procurando. Porque querer um cara da sua altura e dar like em todos os que medem 1,60 é o famoso auto boicote.

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Eis que deslizo pra direita no R (nome fictício, claro. Protegemos identidades aqui. Pelo menos no início). A conversa flui melhor que wi-fi perto do roteador. O moço era aberto, falava de sentimentos sem medo, e isso… bom, isso me pegou num nível quase afrodisíaco.

Tinha combinado um rolê no bar com minha irmã e amigos, mas fui tomado por um impulso adolescente — daqueles que a gente jura que nunca mais vai ter depois dos 30. Convidei o R pro bar, mas logo percebi que jogar alguém no meio da galera no primeiro encontro era pedir demais. Reformulei: cancelei com o pessoal (com dor no coração e um leve ranço de mim mesmo) e propus um date só nós dois.

Marcamos numa hamburgueria no meio do caminho entre a casa dele e a minha. Achei poético. Quase simbólico. Tipo “vamos nos encontrar no meio da vida e ver no que dá”. (Sim, eu sou essa pessoa.)

Cheguei antes. Ansioso, coração disparado. Afinal, estava saindo de um relacionamento de 3 anos — 100% leal, 100% emocionalmente dependente, confesso. Mas bora viver o presente.

E o R chegou…

Sério, que homem! Charmoso, carinhoso, batalhador, romântico. Do tipo que segura a porta, presta atenção no que você fala e ainda paga o lanche sem brigar. Foi tipo uma paixão avassaladora não programada. E eu, que prometi a mim mesmo ser transparente e sincero, fui com tudo.

Rolou beijo, toque, conversa boa… um date de comercial de margarina com trilha do Alceu Valença. Tivemos três encontros seguidos, cada um mais envolvente que o anterior. Tudo fluía, tudo era lindo. 10/10 na escala da expectativa amorosa.

Mas aí veio o quarto encontro.

E sabe aquele clima estranho, tipo quando você percebe que esqueceram o fermento no bolo? Então… Algo mudou. Não sei dizer o quê, nem como, mas senti. O tchã dos primeiros dias deu uma escorregada. A chama virou brasa. O entusiasmo virou “hmm, será?”.

Mas tudo bem. Valeu a experiência. E no momento, estamos naquele limbo romântico moderno chamado:

“vamos ver até onde isso vai dar”.

📋 Ficha técnica do R:

Carinhoso ✔️

Família ✔️

Simples ✔️

Trabalhador ✔️

Galanteador nível “moço que manda bom dia com flor no emoji” ✔️

Ponto negativo: não gosta de cachorros ❌

(Justificativa dele: “não tenho tempo, por isso não gosto”.

Justificativa minha: o quêeee? Uma coisa é não ter tempo. Outra é não gostar. Gente que não gosta de cachorro me deixa com o pé atrás, a coluna ereta e o instinto de fuga ativado.)

Fiquem ligados!

Será que é com o R que vou viver um romance no final desses 10 dates?

Ou será só o capítulo 1 da minha nova série:

“Como fui emocionalmente impactado por um cara que não gosta de doguinhos

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