Texto por Alma Afetiva
Elas pegaram um barco para dizer “sim” em uma comunidade caiçara isolada no Brasil
Existem lugares no Brasil onde você simplesmente não chega de carro.
Você precisa chegar devagar — de barco, atravessando o mar, deixando para trás tudo o que é apressado ou esperado.

Foi exatamente isso que levou Nathalia, de Goiás, e Rafaela, do Rio de Janeiro, até o Pouso da Cajaíba, uma pequena comunidade caiçara escondida entre a mata e o mar, em Paraty.
Nathalia, uma pessoa não binária, e Rafaela, uma mulher cis, construíram a história delas entre diferentes caminhos até escolherem Paraty como lugar de vida — cidade onde hoje moram e atuam como médicas.
Entre Goiás e Rio, elas encontraram em Paraty o lugar onde a vida delas fazia sentido.
Foi nesse território, que já faz parte da rotina e da história delas, que decidiram celebrar o casamento.
Cercado pela Mata Atlântica e acessível apenas pela água, o lugar carrega um outro tempo. A vida acontece em um ritmo diferente. É o tipo de lugar onde a comida é preparada com o que foi pescado naquela manhã, onde os vizinhos se conhecem pelo nome e onde as celebrações nascem da presença — não da produção.
E essa escolha moldou tudo nesse dia.
Não foi um casamento grande. Foi um encontro íntimo, pensado com intenção — um grupo pequeno de pessoas que viajaram juntas não apenas para assistir a uma cerimônia, mas para viver uma experiência.
Os convidados chegaram de barco, entrando em um cenário que não parecia montado ou decorado, mas vivido. O mar, as casas de madeira, o som da natureza — tudo fazia parte da atmosfera.
Não havia excesso.
A cerimônia aconteceu com o mar à frente e a mata atrás, criando um cenário que ao mesmo tempo acolhia e expandia. Lugares assim mudam a forma como as pessoas se conectam — suavizam, aproximam, deixam as emoções mais honestas.
A comida foi preparada ali mesmo, com ingredientes frescos da própria comunidade. As conversas se alongaram sem pressa. O tempo parecia mais generoso.
Mais do que um casamento, foi uma pausa coletiva.
Como fotógrafa, estar em um ambiente assim também transforma a forma como eu trabalho. Existe menos interferência, menos direção, mais observação. O foco passa a ser registrar o que já está acontecendo — os gestos, as trocas, os pequenos intervalos que carregam tanto significado.
O que tornou esse dia especial não foi só o lugar, mas a intenção por trás dele.
Escolher um lugar como o Pouso da Cajaíba também é escolher uma outra forma de celebrar o amor — uma forma que valoriza conexão acima de performance, presença acima de perfeição.
E talvez seja isso que torna esse casamento inesquecível.
Não foi sobre criar algo para os outros verem.
Foi sobre criar algo para elas sentirem.
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